Tocantins

MP-TO ajuíza ação de improbidade contra Miriam Ribeiro e Toninho Ribeiro por fraudes em licitação

Segundo o MP, a prefeita Miriam Ribeiro e o ex-secretário de Finanças Toninho Ribeiro abriram empresas em nomes de funcionários para supostamente fraudar licitações da Prefeitura de Talismã.

  • Publicado em 15/Ago/2019 às 21h57 ( atualizado às 12h05).



Prefeita Miriam Ribeiro/Arquivo

Em 2012 na matéria “Denunciantes pedem agilidade na apuração das denúncias envolvendo Miriam Ribeiro e que trabalho de ex-promotor Luiz Francisco sirva de exemplo” publicada no portal www.claudemirbrito.com.br foi perguntado se valia à pena continuar acreditando em uma atuação firme do Ministério Público sobre denúncias de irregularidades onde os personagens principais faziam parte do primeiro escalão do executivo municipal de Talismã?

Na época, o portal www.claudemirbrito.com.br divulgou as denúncias baseando-se em documentos apresentados por vereadores do município, apontando indícios de várias irregularidades, entre elas, o suposto beneficiamento de empresas da família da ex-prefeita Miriam Ribeiro através de licitações fraudulentas.

Passado quase cinco anos desde a publicação da matéria, essa semana o Ministério Público Estadual finalmente instaurou o Inquérito Civil Público n.º 11/2017 na Promotoria de Justiça de Alvorada/TO, a partir de representação de vereadores de Talismã/TO, noticiando ter encontrado atos de improbidade administrativa com danos ao erário, decorrente de contratação de empresas “fantasmas” durante a gestão da ex-prefeita de Talismã/TO Miriam Salvador Costa Ribeiro.

Segundo o MP, nos exercícios de 2013 a 2015, a ex-prefeita e Antônio Carlos Ribeiro, Secretário de Finanças que na época também era marido da prefeita, teriam supostamente fraudado licitações e além disso, criaram empresas fantasmas, dentre elas a Casa de Carnes Dias, que ficava instalada no interior do Supermercado Ribeiro, e teria sido aberta em nome de um açougueiro e funcionário da prefeita. Mais dois funcionários do Supermercado Ribeiro foram, segundo o MP, manipulados a abrirem empresas em seus nomes, a fim de beneficiar a ex-gestora municipal e seu esposo no suposto esquema de fraude à licitação.

Em audiência extrajudicial realizada na Promotoria de Justiça, um dos funcionários teria narrado com riqueza de detalhes, como se dava o suposto esquema ilícito, e alegou também ter aceitado participar do suposto esquema sob a ameaça de perder o emprego. O funcionário tinha em seu nome a “Padaria Talismã”. O terceiro funcionário tinha em seu nome a empresa Agro-Talismã, que também revendia para a prefeitura.

De acordo com o MP, com a utilização da empresa fantasma Casa de Carnes Dias, o dano ao erário foi de R$ 10.536,18 (dez mil quinhentos e trinta e seis reais e dezoito centavos) e este é o valor que o MP quer que seja indisponibilizado do patrimônio da prefeita.