13:45:55

Alvorada, 28 de julho de 2017

menu

editorias

jornal impresso

Em Breve

colunas

Colunas « voltar

Opinião: Prefeito Laurez Moreira lança Edital com salários indignos com a realidade vivenciada nos contratos do município

Opinião: Prefeito Laurez Moreira lança Edital com salários indignos com a realidade vivenciada nos contratos do município

sexta, 14 de outubro de 2016, às 11h 15min
Por Douglas Barreto

Primeiramente, insta salientar que a manifestação de pensamento ora publicada por este subscritor reveste-se de grande importância social, dado a natureza do seu objeto e a repercussão que a matéria – provimento de cargos públicos no município de Gurupi - tem alcançado nos últimos dias nas redes sociais em nossa cidade.
Nossa Carta Magna em seu art. 37 determina que a Administração Pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios devem obedecer aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, determinando também, em seu inciso II que a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração.

Percebe-se claramente que este Mandado Constitucional tem sido a exceção na cidade de Gurupi, pois o Município e a Câmara Municipal de Gurupi há muitos anos, não contratam servidores conforme determina nossa Constituição, conforme pode ser verificado no Portal de Transparência dos respectivos entes.

Mesmo sendo alertados pelo Ministério Público de Gurupi, de que não seria aceito qualquer tipo de justificativa em relação ao não provimento dos cargos públicos por meio de concurso, o Município de Gurupi lançou um edital, que se comparado com o portal de transparência do ente executivo, perceberá clara violação ao princípio da obrigatoriedade de concurso público, impessoalidade, moralidade e proporcionalidade, todos elencados pela Constituição.
Em um levantamento minucioso realizado no portal de transparência do Município, foi possível constatar somente no que concerne ao concurso da área da Saúde, uma defasagem de mais de 300 vagas, que estão sendo ocupadas por contratos temporários, sendo que desse montante já estão inclusas as 186 vagas que foram ofertadas pelo edital.
Se já não bastasse o baixo número de vagas ofertadas, outro ponto absolutamente discrepante, que merece ser fielmente questionado pela atual Administração é o fato do gestor ter anunciado nas redes sociais que as remunerações previstas no edital estariam condizentes com a realidade de Gurupi, não merecendo credibilidade alguma tal afirmação, pois há no portal de transparência do Município, remunerações até 15 vezes maiores do que a publicada no edital, como ocorre nos contratos de médicos, até 4 vezes maiores da prevista no certame, no que se refere a contratação dos enfermeiros e até 5 vezes maiores no que concerne a contratação temporária de Odontólogos, sendo assim fica totalmente descabido anunciar que a contratação por meio do concurso público está condizente com a realidade vivenciada no cenário municipal.

Não sabemos ao certo o que visa o Gestor Municipal, mas uma coisa é certa, os números não mentem e podem ser acessados por qualquer cidadão, que poderá usar uma filtragem por meio do programa Excel para constatar a veracidade da matéria, não sabemos também qual a verdadeira intenção por trás das baixas remunerações e das discrepâncias salariais, porém uma coisa é certa, caso não haja retificação do edital, no que concerne aos números ofertados e dos valores indignos lançados, este concurso não preencherá o total de vagas preenchidas por contratos temporários, afrontando diretamente o que preceitua a Constituição.

Tenhamos fé que um dia todos os gestores do nosso País possam cumprir com todos os direitos e garantias que determina nossa Carta Magna. Enquanto isso aguardamos, no mínimo, uma retificação do edital, com a inclusão de cadastro de reserva, adequação dos valores referentes às remunerações praticadas já de forma contumaz aos contratos temporários do município, bem como a adequação real do quantitativo dos cargos ocupados atualmente por contratos precários.

“O concurso público não é o responsável pelas mazelas do Brasil, ao contrário, busca-se com o concurso público a lisura, o afastamento do apadrinhamento, do benefício, considerado o engajamento deste ou daquele cidadão e o enfoque igualitário, dando-se as mesmas condições àqueles que se disponham a disputar um cargo”. Frase proferida pelo Ministro do STF-Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, durante o julgamento do Recurso Extraordinário1 nº 598099.

Autor: Douglas Barreto é bacharel em Direito e Servidor Público da Defensoria Pública do Estado do Tocantins


Lei que autoriza renegociação de dívidas no campo sacrifica produtores de grãos, avalia presidente da Aprosoja-TO

Lei que autoriza renegociação de dívidas no campo sacrifica produtores de grãos, avalia presidente da Aprosoja-TO

terça, 04 de outubro de 2016, às 09h 17min
Ao avaliar os detalhes da lei 13.340 (antiga MP 733/16), que autoriza renegociação de dívidas de produtores rurais, o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Tocantins (Aprosoja-TO), Ruben Ritter, disse que concluído que a norma privilegia os programas de assentamento em detrimento aos produtores de grãos.

Para justificar a declaração, Ritter cita as tabelas de referência que indicam os descontos que os produtores poderão obter na renegociação das dívidas com os bancos. “Tabelas dos descontos são significativos para operações contratadas até 2006 ou até 2011. São operações relativamente pequenas. Os bancos tiveram muito mais a preocupação de resolver o alto índice de inadimplência das operações concedidas aos programas de assentamentos rurais do que dos produtores de grãos”, declarou.

Em entrevista ao Norte Agropecuário, Ritter deu um exemplo, com números, para reforçar a sua tese: “O produtor financia, em média, R$ 2 mil por hectare. E ninguém planta menos de 200 hectares, ou seja, nossas operações giram em torno de R$ 400 mil. E esses valores não contemplam, no nosso caso, operações de crédito relativas ao ano passado, mas sim de 2006 ou 2011”, comentou.

EMENDA E RESOLUÇÃO

O presidente da República, Michel Temer, vetou o artigo que autorizava os produtores rurais da região do Matopiba que tiveram prejuízos com a quebra da safra 2016/2017 de renegociar as dívidas com descontos.

Conforme a lei 13.340 (antiga MP 733/16), publicada no último dia 28 no Diário Oficial da União, o artigo 17, que contemplava os agricultores afetados pelos prejuízos causados pela estiagem no ciclo anterior, foi vetado.

O artigo foi assim descrito na MP: “Art. 17. Ficam as instituições financeiras autorizadas a transferir o vencimento das parcelas vencidas e vincendas entre 1o de janeiro de 2016 a 31 de dezembro de 2016 para o final do contrato das operações relativas ao custeio de safra e investimentos na região assim denominada MAPITO (Maranhão, Piauí e Tocantins) e para a região Centro-Oeste, que decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública, mantendo-se os encargos financeiros pactuados para a situação de normalidade e as mesmas fontes de recursos do Programa de Financiamento à Produção e Comercialização de Máquinas e Equipamentos - FINAME Agrícola Especial ou com recursos repassados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES e equalizados pelo Tesouro Nacional, de programas coordenados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA, inclusive as parcelas prorrogadas por autorização do Conselho Monetário Nacional - CMN ou ao amparo do MCR 2-6-9”.

Entretanto, na sua justificativa para o veto, o presidente argumentou que “o dispositivo aborda temática de competência regulamentar, a cargo do Conselho Monetário Nacional - CMN, e cujo assunto já foi contemplado na Resolução CMN no 4.519, de 14 de setembro de 2016.”

Na prática, o veto por si só não influencia negativamente para o produtor da região, com exceção dos índices de descontos citados pelo presidente da Aprosoja-TO.

A LEI DE TEMER

A lei 13.340/2016 estabelece condições para liquidação ou renegociação de dívidas de operações de crédito rural de produtores rurais das regiões Norte e Nordeste, atingidos por intempéries climáticas como chuvas e estiagens.

A lei vale para produtores que vivem nas áreas de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Superintendência do Desenvolvimento do Amazonas (Sudam). No caso da Sudene, além dos estados da região situados no semiárido, serão contemplados, ainda, agricultores do norte do Espírito Santo e Minas Gerais e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, também abrangidos pela atuação da Superintendência.

Os demais produtores rurais do país também poderão ser beneficiados com os bônus oferecidos para a liquidação de dívidas de crédito rural de qualquer fonte de recursos, se os contratos estiverem inscritos ou foram encaminhados, até o dia 29 de setembro de 2016, para inclusão na Dívida Ativa da União (DAU).

Os desafios reservados aos novos prefeitos

Os desafios reservados aos novos prefeitos

terça, 04 de outubro de 2016, às 08h 20min
Presidente da ATM, João Emídio de Miranda
A alegria e euforia pela vitória nas eleições municipais são os sentimentos que transbordam e dominam as mentes e os corações dos candidatos eleitos, especialmente entre os prefeituráveis. Tais sensações são válidas, principalmente após o árduo trabalho de campanha realizado nos últimos meses. Porém, o peso da responsabilidade que será depositado sobre os ombros dos novos gestores no próximo ano trará aos agentes públicos municipais angustias, decepções e frustrações que o acompanharão até o final de seus mandatos.

Os prefeitos reeleitos e/ou aqueles que retornam novamente ao executivo municipal são conhecedores desse revés de sentimentos. Já os prefeitos eleitos pela primeira vez desconhecem os desafios e obstáculos que emergirão do processo de condução do Município no decorrer de seus mandatos. A falta de autonomia do ente municipal no federalismo brasileiro pode ser considerada o ponto de desequilíbrio das gestões municipais, ao acarretar, principalmente, dependência financeira diante da União e do Estado.

O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é considerado a principal receita de cerca de 120 municípios tocantinenses, e vem sofrendo constantes quedas nos valores repassados às prefeituras a cada mês. Em 2017, a situação não deve ser diferente. Além das reduções, os cofres municipais de todo o Brasil perderam cerca de R$ 2 bilhões devido às desonerações de impostos sobre a produção de carros e produtos eletrônicos ocorridas entre os anos de 2008 e 2014. Os efeitos desses incentivos fiscais são sentidos até hoje pelas gestões municipais e respingarão nos próximos mandatos.

Os valores dos programas federais estão defasados, sem nenhuma perspectiva de reajuste por parte do Governo Federal. O Congresso Nacional origina obrigações aos Municípios, como o aumento de pisos, sem indicar a fonte pagadora. Já o Estado atrasa constantemente o repasse de recursos relacionados aos convênios e programas firmados entre o ente municipal e estadual, a exemplo a verba do Transporte Escolar de alunos residentes na Zona Rural, entre outros.

Contudo, acreditamos que os novos gestores e os prefeitos reeleitos darão o melhor de si para promoverem o bem estar das comunidades que representam, e construirão obras e serviços que entrarão para a história do Município. Com o apoio e representatividade de entidades como a Associação Tocantinense de Municípios (ATM), as gestões municipais terão o amparo necessário para promoverem excelente trabalho e, com isso, diminuírem as margens de erros e os riscos de fracasso. Temos a convicção que os novos gestores terão dedicação exclusiva na busca de soluções das demandas que realmente carecem as populações locais.

Militante de rede… ô coisa chata

Militante de rede… ô coisa chata

segunda, 03 de outubro de 2016, às 14h 40min
Por Leonardo Rodrigues

O paradoxo está aí. “Nunca antes na história desse país” tivemos e temos tantos canais de comunicação, plataformas de socialização e tecnologias para fomento de conhecimento. Ao mesmo tempo, é tão difícil o exercício do diálogo. Intriga e cansa cada vez mais o esforço para essa prática. Ou a tentativa de exercê-la.

A composição, em que as vozes se alternam ou respondem, é cada vez mais deixada de lado. Predomina o modelo de imposição do que é tido como absoluto para os comunicadores de redes sociais, em detrimento do que possa ser contraditório. Aliás, o que se percebe nas redes é a relativização de qualquer coisa contrária a um post autoral.

Há certa abstinência do ponderar e do uso do bom senso para discussões que não levam a conclusões. Quase sempre desembocam em depreciação do outro, e não necessariamente se restringindo aos argumentos divergentes.

Há certa tendência em adotar posturas que, mesmo informalmente, constroem um padrão de comportamento nada aconselhável, ou mesmo que se possa adjetivar de saudável. Não seria exagero, em muitos casos, reclassificar como militantes os que se apresentam como comunicadores e jornalistas.

Agressivamente ativos por uma causa, se apresentam de forma simples, mas com tom intelectual. Costumam postar nas redes com uma humildade que quase nos leva a nos considerarmos sortudos por podermos ler suas “obras”. Mas, mesmo nessas plataformas sociais, em que há espaços para comentários, opiniões contrárias ou diferentes dos princípios defendidos pelos militantes não são geralmente bem recebidas.

As redes sociais, mesmo amplamente difundidas, ainda são algo novo e não tão bem assimilado pela sociedade em geral. E ainda não se sedimentou no seu uso a cultura do diálogo e do respeito ao contraditório. Em tal ambiente virtual, predominam as apresentações dos melhores modelos, dos casos de sucesso – sempre dos casais mais felizes, dos religiosos mais fervorosos, dos ateus mais inteligentes, dos cientistas políticos mais perspicazes e dos jornalistas com as melhores opiniões.

Com tais paradigmas fazem seus posts. E medem sua popularidade em likes (curtir) e compartilhamentos. Geralmente, os primeiros comentários a essas postagens são de aprovação. Isso ocorre em razão da probabilidade, já que os comentários são feitos por aqueles que têm pontos em comum, que dividem o mesmo espaço virtual e seguem um ao outro.

Desconstrução do diálogo

Mas, diante de situações contraditórias, de casos polêmicos, de informações envolvendo o mundo político e econômico, é normal a ocorrência do adverso. E aí se percebem alguns sinais de padronização de desconstrução do diálogo. O primeiro é o uso de certa dose de humor, com ironia, para colocar em cheque a crítica e reafirmar a postura inicial. Se a oposição atingir um patamar insustentável, segue-se a tendência de tirar do foco a denúncia ou objeto de discussão. Passa-se a falar sobre o denunciante ou sobre o crítico.

Começa-se, então, a apurar primeiramente coisas imateriais, como intenção, disposição, linha editorial e ideologias que possam estar por trás da crítica. Em seguida, passa-se às coisas materiais, como currículo, os últimos locais de trabalho, se há aproximação ou afeição por algum partido, se há influência das universidades em que o autor da crítica estudou ou lecionou – além do recurso, caso necessário, de sobrepor um escândalo do autor do post com outro do crítico (ou de alguém próximo).

Caso o tom de determinada discussão atinja altas temperaturas, começam a aparecer mais participantes para pitacos, que cumprem a função de servir como lenhas na fogueira. Normalmente, seus autores deixam o ringue rapidamente para a contínua luta do autor e seu crítico. Quase sempre, esses debates virtuais terminam sem conclusões práticas. Depois de uns 20 comentários, cada um continua com a mesma opinião e segue seu caminho.

Isso é o mais frustrante nos “diálogos” de hoje. Cada participante continua exatamente do mesmo jeito. Em nome da razão, que pode perfeitamente ser interpretada por orgulho, abre-se mão da evolução e aprimoramento da opinião.

Palavras ou expressões como “desculpa”, “você tem razão”, ou “não tinha pensado assim” sequer são cogitadas. Jornalistas afirmam exercer comunicação, mas se comportam como militantes. Frases de efeito e memes são usados cada vez mais como argumentos, além de se confundir achismo com opinião.

Dúvida? Perceba que em um país onde há mais de 30 partidos as “conversas” são polarizadas em duas legendas. Caso se fale do azul, há argumentos vermelhos e vice-versa. Uma nação em que laicismo se confunde com ateísmo ou obrigações religiosas unilaterais fica difícil ter uma boa prosa para se agregar informação e conhecimento.

Francisco José Castilhos Karam, em artigo publicado no Observatório da Imprensa, em junho de 2013, com o título “Jornalismo, ética e redes sociais” (http://zip.net/bkrNkf), aborda a ética como tema, e descreve: “As mudanças estruturais no jornalismo seguem determinados padrões, que acompanham épocas, circunstâncias, conjunturas e comportamentos. Num momento de implantação e consolidação das redes sociais, alguns autores falam no fim do jornalismo, enquanto outros no seu renascimento ciberespacial vinculado ao interesse público”.

Entre se ter esperança, ou aguardar o apocalipse do jornalismo, no momento procura-se uma boa prosa. Não concorda? Ótimo, isso dá uma boa conversa.

***

Leonardo Rodrigues é jornalista e chargista

Gurupi E.C. hexa campeão tocantinense de futebol. Parabéns!*

Gurupi E.C. hexa campeão tocantinense de futebol. Parabéns!*

sexta, 08 de julho de 2016, às 17h 41min


Mas me permitam essa reflexão já que vejo muitas postagens do tipo Gurupi Campeão em vários grupos de discussões. Lembrando que estou feliz pelo título trazido para a cidade.

Também com $400 mil de aporte financeiro dos contribuintes de Gurupi tem que ser mesmo. As prefeituras de Palmas, Araguaina e Miracema juntas somaram 500 mil de ajuda às suas equipes. E as outras modalidades esportivas da cidade de Gurupi e as demais categorias será que tem esse investimento.

Semana que vem poderemos visitar o Estádio Rezendão e não encontraremos um atleta profissional em treinamento. Pois todos de bolsos cheios com o prêmio da CBF, FTF e das bilheterias que são pagas pelos torcedores vão está todos em suas casas(GO, DF, PA e outras cidades do estado). Dos 11 atletas titulares creio que somente o Goleiro de Figueirópolis é da região. Posso está enganado, mas vejo nos demais membros uns 3 ou quatro garotos de um total de 30 inscritos no Estadual, que até tenho orgulho por terem sidos formados na Escolinha do Flamengo. Deveríamos ter muito mais numa equipe desse tamanho.

400mil dar comprar um ônibus em boas condições assim como construir umas 5 Kitnetes e não precisar ficar locando ônibus caro e nem pagar hotel todo ano. Tem que investir também na base. O Gurupi E.C. já recebeu do Poder Público 3 vezes area para ser cinsteuida sua sede própria e.ate hoje não construiu e não possue se quer um campo Society. Será que o curso de educação física da UnirG até hoje não conseguiu formar um bom técnico para nossa equipe? Ou ainda precisamos pagar 50mil para um técnico de fora ficar 3 meses em Gurupi?

Será que desses 400mil algum garoto da base do Gurupi E.C. será beneficiado ou vão continuar treinando na grama da igreja Nossa Senhora do Rosário, no Setor Waldir Lins, onde não possuem nem água fresca ou banheiro para suas necessidades fisiológicas. Prof Alcides e Prof Allysson são heróis por manterem a base do Gurupi, por vezes sem apoio nem da diretoria.

Fui o responsável pela elaboração da lei Municipal de Criação do Incentivo Fiscal e do Conselho Municipal de Esportes para gerir as politicas públicas do esporte em Gurupi. Porém os dois últimos prefeitos preferem não convocar esse conselho e gastar o dinheiro como querem e nunca chega onde precisa ou como precisa chegar.

Espero um dia mudarmos essa realidade. Olhemos para Palmas, ou outras cidades de mesmo porte mais desenvolvidas, e entederemos que lá a cidade respira esporte e qualidade de vida. Um título de estadual não é política esportiva é apenas uma consequência. Exemplo disso são os campos de várzea, Aeroporto, Bela Vista, Santa Rita de Cassia, Sol Nascente, que estão todos desaparecendo ou acabando na cidade. E os tais campos society entregues na gestão anterior o que serao feito deles? O futebol amador vai fazer o que daqui pra frente?

Precisamos pensar que podemos ser decaCampeão mas em qualidade de vida e política esportiva sustentável para todos de forma inclusiva, educacional e profissional.

Jenilson Cirqueira é Administrador, Pós Graduado em Gestão Pública, especializado em Planejamento Municipal e ativista esportivo. Cidadão e Contribuinte Gurupiense há 30 anos.

O que penso sobre o impeachment

O que penso sobre o impeachment

sexta, 01 de abril de 2016, às 00h 36min
Sou filho de preso político. Amarguei o peso do coturno da ditadura sobre minha família. Sofremos desde o 1 de abril de 1964, passando pelo tenebroso 1968, com o AI-5, até a anistia. No dia em que veio a anistia sentimos, finalmente, que não precisávamos esconder livros e temer que um jipe da aeronáutica levasse papai de novo para um presídio militar. Minha irmã caçula morreu com dois dias de vida devido à gravidez conturbada da mamãe, enquanto o marido dela estava sumido, incomunicável. Ainda hoje, décadas depois, vejo resquícios danosos daqueles anos em meus irmãos.

Meu pai foi um legalista. Defendeu a Constituição na madrugada do golpe. Como militar, ele havia jurado a bandeira e o estado de direito. Sumariamente expulso das Forças Armadas, viu-se obrigado a voltar à Universidade. Depois que licenciou-se em história, ainda sentiu os tentáculos do arbítrio. O regime o proibiu de ensinar em colégios da rede pública.

Sou contrário ao impeachment que se desenha no parlamento. Embora tenha enormes discordâncias com o governo Dilma e não tolere o jogo bruto do fisiologismo, não vejo que as razões apresentadas no arrazoado, que pede o afastamento da presidente, sejam suficientes. Dilma não se comunica bem, pelo que me dizem é turrona e não parece competente na gestão da burocracia do palácio. Nada disso – no presidencialismo – serve de razão para que ela seja defenestrada de suas funções.

Não posso me calar ao ver políticos com o rabo preso posarem de defensores de uma pátria livre da corrupção. Se a questão é ética, nenhum desses que pede o fim da Dilma pode apontar o argueiro no olho dela enquanto eles próprios carregam traves.

Sim, eu sei que o atual governo negociou a alma com os demônios da política. Sim, eu sei que Dilma preferiu conversar com evangélicos fundamentalistas para ganhar a simpatia de grupos conservadores. Sim, eu sei que a represa de Belo Monte é um crime de lesa-humanidade. Sim, eu sei que os indígenas foram esquecidos nos últimos anos. Sim, eu sei que nunca os bancos lucraram tanto. Sim, eu sei que as hienas do PMDB achacaram o governo em troca de cargos. Sim, eu sei de tudo. Mas, porém, todavia, contudo, não obstante, os que pretendem conquistar o poder são piores, enormemente, piores.

Se os Bolsonaros, os Alves, os Caiados, os servis do PP e os aliados do Cunha tomarem o poder, o Brasil afunda de vez. Tenho sido crítico do atual governo, mas serei ostensivo opositor dos que pretendem sucedê-lo. Tenho me mostrado cético quanto uma guinada à esquerda, em favor do pobre, mas, por acreditar que uma direita odiosa pode arriscar o futuro do Brasil, me colocarei em rota de colisão na subida de quem, além de ter forjado uma situação grave, não treme nenhum músculo no rosto na hora de mentir.

As opções, estou consciente, são poucas. Estamos encalacrados em um impasse político. Reconheço tão somente que os argumentos que me deram, até agora, para remover a presidente não me satisfazem. O que as Excelências tramam na Câmara é golpe; do grupo com biografia mais suja que chiqueiro. Se a presidente foi eleita no voto, esperemos, critiquemos, ajudemos, façamos oposição. Em poucos meses, também no voto, outro, quem sabe da oposição, ocupará o seu lugar.

Por enquanto, sejamos gentis e sensatos. Qualquer outro caminho pode ser infinitamente pior.
Soli Deo Gloria

Ricardo Gondim é escritor e teólogo, presidente da Convenção Betesda Brasil. E-mail: ricardogondin2@gmail.com

Carnaguru 2016: Bloco Bejá, lotação de hotéis e a vinda dos franceses

Carnaguru 2016: Bloco Bejá, lotação de hotéis e a vinda dos franceses

sábado, 06 de fevereiro de 2016, às 14h 55min
Em 2015, na edição do Carnaguru os organizadores da festa lançaram o desafio de fazer o carnaval com os foliões nas ruas e não nas sedes dos blocos, como vinha acontecendo nos últimos anos, prometendo também uma festa mais barata em ano de crise.

Um ano depois, diante de uma crise ainda maior, a Prefeitura decidiu mudar a estratégia depois da repercussão negativa por parte dos empresários sobre os lucros com o carnaval em 2015 e a desistência dos grandes blocos e da não vinda dos turistas.

Uma das medidas foi trazer novamente os grandes blocos, até então ignorados pela Prefeitura por excluir os menos favorecidos da festa do Rei Momo. Valorizado, os blocos como o Bejá, retornaram e agora estão sendo usados como símbolo de um carnaval de rua que melhorou.

A rede hoteleira, a que mais reclamou em 2015, também reapareceu tecendo elogios e de estar contente com a procura dos turistas, vindo de “todas as partes do pais”, inclusive da França. Sim, os franceses estão chegando.

Entidades
O diretor da CDL Adailton Fonseca depois de declarar sua insatisfação com o aquecimento do comércio durante os dias de folia, segundo a imprensa local, voltou atrás e reavaliou o posicionamento da instituição, depois da “mudança do cenário”. Ele afirma que com a não realização do carnaval em Palmas, Araguaína, Tocantinópolis, Formoso do Araguaia e Barreira (BA), dentre outras cidade, o carnaval de Gurupi poderá superar as expectativa.

Segundo a imprensa local, a pesquisa feita pela CDL no dia 01 de fevereiro verificou uma expectativa de ocupação de menos de 50%. A nova pesquisa feita hoje, dia 05/02, já verificou um número de mais de 60%, representado um salto de 47,22% para 56,67%. O carnaval de Gurupi poderá superar as expectativas e a rede hoteleira poderá superar esses números apresentados”, disse Adailton.

Internet


Sem crise
Semana passada, o prefeito da cidade, Laurez Moreira Laurez Moreira disparou contra as pessoas que se manifestaram contra o carnaval. Dentre elas contra os depoimentos do presidente da ACIG, Jaime Xavier, repercutidos nas redes sociais.

“Hoje eu vi um cidadão com olhos de urubu dizendo que o município não poderia fazer o carnaval, mas uma obra física. Aqui pelo contrário de prefeitos que não têm dinheiro para o Carnaval, mas aqui nós vamos fazer o carnaval e também as obras”, disse.

O fato de algumas cidades terem substituído o carnaval, dentre elas Araguaína e Lagoa da Confusão, o prefeito defendeu que a situação administrativa e financeira de Gurupi é diferente destes municípios.

Impostos
Já nos bastidores, o otimismo do prefeito não é o mesmo para justificar os gastos com o carnaval. Segundo fontes, a repercussão em torno do aumento dos impostos do município e a decisão da base aliada na Câmara provocou até um mal-estar político. Laurez teria pedido aos vereadores que aguentassem a “pressão” pois é impossível governar um município sem dinheiro.

Com várias obras sendo executadas, gestão Wached intimidou a oposição

Com várias obras sendo executadas, gestão Wached intimidou a oposição

quinta, 05 de novembro de 2015, às 16h 58min
Divulgação Prefeito Wached (dir) ao lado do vice-prefeito Gilmar Rinaldi (PDT)
Enquanto a crise engessa muitas prefeituras do país, a de Alvorada sob o comando do peemedebista José Wached vem surpreendo a ponto de deixar a turma da oposição de orelha em pé.

Nos primeiros dois anos, enquanto cortava despesas e desacelerava os investimentos, a oposição até que começou a ganhar voz, mas nos últimos meses, com a casa em ordem e a prefeitura acelerando os investimentos os dircursos estão ficando cada vez mais moderados.

No site da prefeitura (alvorada.to.gov.br) a assessoria de comunicação listou algumas obras que foram concluídas e outras que estão em andamento. Nas redes sociais agora os comentários positivos sinalizam uma reviravolta na popularidade da base governista.

De olho na aceitação da gestão municipal, alguns lideres que sinalizam estar na oposição já estão pensando em traçar novas estratégias, entre elas aderir a base governista antes que seja tarde demais. Alguns nomes já esperam receber convites para aproveitar a boa fase dos governistas que prometem até o próximo ano trazer mais investimentos para a população.


Café com Bolacha: Política gurupiense e suas surpresas

Café com Bolacha: Política gurupiense e suas surpresas

quinta, 29 de outubro de 2015, às 13h 57min
Facebook Lideranças da oposição
Fazendo um análise sobre a possibilidade de o vereador Jonas Barros (PV) integrar a base do prefeito Laurez Moreira (PSB) pelo fato de não estar recebendo atenção necessária por parte do deputado estadual Mauro Carlesse (PTB) chequei a conclusão que Osvaldo Stival não quer ser candidato a prefeito.

Jonas Barros nos últimos meses vinha defendendo a candidatura do empresário Osvaldo Stival como o melhor nome da oposição para disputar a prefeitura em 2016. E agora, repercuti que o principal motivo da possível ida para base governista é a falta de diálogo com o pretenso candidato da oposição, o deputado Mauro Carlesse (PTB). Na minha opinião o nome mais preparado para entrar na disputa diante do trabalho que vem sendo realizado com os municípios da região sul do Estado.

Mas pelo que eu já ouvi, Carlesse não será candidato e apenas irá ajudar a oposição a se organizar para disputar as eleições de 2016.

Esse trabalho de fortalecimento da oposição foi iniciado e amplamente divulgado por Jonas Barros, Alexandre Abdalla, Dertins e Drº Macedo inclusive com o apoio de uma parte do PMDB que atualmente comanda algumas pastas do município e tem Dolores Nunes como vice-prefeita.

Consultando companheiros
Nessa quinta-feira, 29, o vereador Jonas Barros teria se reunido com o ex-prefeito Alexandre Abdalla (PR) que afirmou que se a eleição fosse hoje votaria em qualquer candidato contra o Laurez, mas que continuará companheiro de Jonas. O vereador afirmou que ainda vai conversar com a deputada federal Josi Nunes (PMDB), com o empresário e companheiro Osvaldo Stival, com o deputado Eduardo Dertins (PPS), com a cúpula do Partido Verde. Disse também que o seu companheiro de oposição na câmara, Dr. Macedo (PMDB) afirmou que o acompanha em qualquer decisão.

Stival
Nos bastidores ouve-se muito que apesar de ser considerado um dos melhores nomes para disputar uma corrida eleitoral em Gurupi em 2016, Osvaldo Stival manifesta vontade de concorrer mas muitos acreditam que na hora “h” ele desista de enfrentar Laurez Moreira, que até agora só reinaugurou obras deixadas pelo seu antecessor. 

Com a possibilidade de não ter o seu candidato preferido na disputa do próximo ano, Jonas Barros parece que achou melhor jogar os quatro anos de oposição ferrenha para polemizar uma possível ida para a base governista, caso não receba a atenção necessária dentre da sua base.


Em outra palavras isso está cheirando:

Video: You Tube

GREVE DOS BANCÁRIOS INFERNIZA A VIDA DA POPULAÇÃO

GREVE DOS BANCÁRIOS INFERNIZA A VIDA DA POPULAÇÃO

terça, 13 de outubro de 2015, às 16h 41min
A propósito, não se discute nem questiona o sagrado direito de reivindicarem melhores salários e condições de trabalho, algo que resulta sérios transtornos à vida da coletividade como se esta não fosse detentora de iguais direitos.

A rigor, os direitos dos grevistas não podem sobrepor os da população que se tornou refém dos caprichos e conveniências de uma categoria respeitável, valiosa e indispensável ao desenvolvimento do País, porém, não é justo penalizarem a imensa maioria do povo brasileiro, que não deu causa aos seus descontentamentos profissionais.

Parar o País, não nos parece patriotismo de seus protagonistas que sobrepõem os seus direitos, ignorando ou subestimam os de milhões de cidadãos que dependem de seus serviços para realizarem suas transações bancárias indispensáveis ao desenvolvimento de suas atividades.

Estamos diante da teoria bíblica que, “pelos pecadores, pagam os justos”.

Gurupi,TO, 13 de outubro de 2015.

Prof. José Maciel de Brito
advogado, jornalista, escritor
e presidente da Academia
Gurupiense de Letras.
Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo